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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"Love, Sex And Your Heart"

«Se eu respirar, morro.»

"Love, Sex And Your Heart"

"Na maioria dos casos, quando a pessoa não aguenta mais uma situação, tenta modificá-la. Todavia, a pessoa suicida acredita que a mudança é impossível porque o que deseja mudar é o comportamento dos outros em relação a ela. Quer uma aceitação e amor incondicionais, que quando criança não recebeu dos pais e sente que precisa ter. Quando esses presentes não lhe são dados, sente-se privada, carente, cheia de ira, ira que é ainda mais incentivada pela sensação de que os outros esperam dela certas coisas que ela não é capaz de satisfazer. Ao mesmo tempo, alimenta uma grande sensação de culpa pela sua raiva. Sentindo-se inadequada e incapaz de ser amada, dirige contra si mesma essa raiva. Ao destruir-se, está também a tentar magoar os outros."

"Love, Sex And Your Heart"

"(...) o impulso para se matar tem, como eixo fundamental, o desejo de matar outra pessoa, um dos progenitores, ou um antigo amor. A supressão desse desejo mediante a intervenção da culpa transforma o impulso assassino num movimento contra a própria pessoa."

"Love, Sex And Your Heart"

"Nada é mais assustador para uma criança do que a sensação de estar perdida e sozinha no mundo. Esse medo pode ser menor nos adultos mas nunca desaparece por completo. Nenhum animal sente a sua solidão exactamente dessa forma porque se sabe parte de uma ordem mais abrangente da natureza. O medo do homem vem da sua consciência de si como indivíduo e do facto de ser a mais desamparada e dependente das criaturas quando nasce. Um extenso período de amor maternal é o elemento vital à sobrevivência humana. (...) a perda desse amor é tão profunda, poderosa e ameaçadora que aqueles que passam por ela sentem desejo de morrer."

terça-feira, 18 de agosto de 2009

"Love, Sex And Your Heart"

"(...) a raiva é uma reacção construtiva que inclui um certo afecto e uma certa medida de amor, ao passo que a ira contém um elemento de ódio. Quando expressamos raiva, implicitamente importamo-nos tanto com o outro que queremos recuperar a relação que permite a vivência de amor e amizade."

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

"Love, Sex And Your Heart"

"Não podemos controlar o outro e alegar amá-lo. Pela mesma lógica, não podemos dizer que amamos e que temos controlo sobre nós mesmos. O autocontrolo é um elemento importante apenas naquelas relações em que o poder é determinante. É uma pena que os pais usem tanto o poder - na forma de punições - na sua relação com os filhos.
No que tange a punições, é irrelevante se se trata da aplicada a criminosos ou a crianças; em ambos os casos, é um exercício de poder."

"Love, Sex And Your Heart"

"(...) a perda do amor na infância torna a pessoa insegura para o resto da vida (...). (...) essa insegurança está estruturada no corpo num nível inconsciente. Embora possa ter uma consciência geral de ser insegura, ela não vincula essa insegurança à garganta tensa nem ao peito cheio e nem sente, de facto, a extensão em que se ergue pelos ombros, em vez de deixar que as suas pernas e pés a sustentem.
Na qualidade de raízes funcionais, as nossas pernas e pés ligam-nos ao chão quando ficamos em pé ou nos mexemos (...). Pode até ter pernas fortes mas se forem tensas e rígidas, haverá uma diminuição da sensibilidade nesses membros e será difícil ter a sensação de que está com apoio. Essa rigidez deve ser entendida como uma defesa contra o medo de cair. Esse medo aparece primeiro quando o bebé sente que não tem apoio. Já adulto, sentirá - numa dimensão inconsciente - que, se cair, não só não terá ninguém lá para levantá-lo, como o próprio chão lhe fugirá dos pés."

"Love, Sex And Your Heart"

"Quando a pessoa experimenta a perda do amor, o sangue que tinha sido enviado para a superfície do corpo, na antecipação da proximidade (...), é repentinamente reenviado para o interior do corpo (...). (...) [o coração] fica sobrecarregado com mais sangue do que pode expelir (...). Aumenta a pressão e o coração dá a sensação de que vai explodir. Ao mesmo tempo, os músculos do peito contraem-se e (...) o corpo todo entra num estado de contracção em resposta à perda do amor. Isto é o oposto do estado de expansão que o amor produz."

"Love, Sex And Your Heart"

"O amor faz com que o coração bata mais depressa e fortemente, enviando mais sangue para a superfície do corpo, acendendo os olhos e carregando as zonas erógenas. No amor, a pessoa busca proximidade e contacto, antecipando o prazer. Se nada perturbar o relacionamento com o objecto amoroso, esse impulso é pleno e livre (...). Quando o contacto é estabelecido, existe uma sensação de prazer, contentamento e paz. A excitação cede, o coração aquieta-se e a pessoa está inundada por uma sensação de bem-estar. (...) [no caso da rejeição] Em vez de prazer, a pessoa sente dor; em vez de satisfação e realização, vazio; em vez de paz e contentamento depois da descarga da excitação há tensão e agitação."