"A existir um eco qualquer na nossa vida, que seja um abrir do coração, e não uma aborrecida e monótona repetição do nosso narcisismo."
sábado, 29 de maio de 2010
"Abrir O Coração"
"Vivem escravos da necessidade de disfarçarem os sentimentos. Por conseguinte, a tirania exerce-se no âmago do indivíduo, quer dizer, transforma cada um em émulo de Narciso, iludindo a sinceridade enquanto virtude básica da vida em comunidade."
"Abrir O Coração"
"À maneira de Lacan, e jogando com a homofonia, étrange (estranho) seria être-ange (ser anjo). É deste modo que a sinceridade pode ser estranha, como estranho é dizer que os príncipes e o Papa são mágicos, pois são pródigos em seduzir e persuadir os súbditos de coisas inomináveis."
sexta-feira, 28 de maio de 2010
"Essai Sur La Théorie De La Génitalité"
"Les dents sont les instruments avec lesquels le petit enfant désir se creuser un passage pour pénétrer à l'interieur de la mère."
quarta-feira, 26 de maio de 2010
"Elogio Da Sinceridade"
"As grandes virtudes, que nascem, se ouso dizê-lo, na parte da alma mais subida e mais divina, parecem estar encadeadas umas nas outras. Que um homem tenha a força de ser sincero, e vereis uma certa coragem difundida em todo o seu carácter, uma independência geral, um império sobre si mesmo igual ao exercido sobre os outros, uma alma isenta das nuvens do temor e do terror, um amor pela virtude, um ódio pelo vício, um desprezo pelos que se lhe abandonam. De um tronco tão nobre e tão belo, não podem nascer senão ramos de ouro."
"Elogio Da Sinceridade"
"Um homem simples que não tem senão a verdade a dizer é olhado como o perturbador do prazer público. Evitam-no, porque não agrada; evita-se a verdade que anuncia, porque é amarga; evita-se a sinceridade que professa porque não dá frutos senão selvagens; temem-na porque humilha, porque revolta o orgulho que é a mais cara das paixões, porque é um pintor fiel, que faz com que nos vejamos tão disformes como somos."
"Elogio Da Sinceridade"
"A verdade permanece sepultada sob as máximas de uma falsa delicadeza. Chama-se saber viver à arte de viver com baixeza. Não se põe diferença entre conhecer o mundo e enganá-lo; e a cerimónia, que deveria ater-se inteiramente ao exterior, introduz-se nos nossos costumes mesmos."
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