"Não sou humanista, eis tudo. Acho (...) que é tão impossível odiar os homens como amá-los."
sexta-feira, 12 de junho de 2015
sábado, 23 de maio de 2015
"Este Meu Filho Que Eu Não Tive: A Adopção e os Seus Problemas"
"- Mãe, os bebés vêm da barriga das mães?
(A mãe, apanhada de surpresa, ficou calada)
(A mãe, apanhada de surpresa, ficou calada)
- Uma menina lá da minha Escola disse que os bebés estão nas barrigas das mães...
- Pois é! Os bebés nascem de dentro das mães...
- Mas eu estive na tua barriga?...
- Não. Tu não estiveste na minha barriga, porque há mães que não podem ter os bebés. Mas gostam muito deles à mesma. E quando há uma senhora que teve um bebé, mas não o pode ter com ela, às vezes dá o bebé a outra mãe que não o pôde ter na barriga dela...
- Mas tu és minha mãe?
- Eu sou a tua mãe. Eu e o teu pai queríamos muito ter um filho, gostávamos muito de ti. Mesmo antes de te vermos já gostávamos muito de ti... Eu sou a tua mãe porque era eu quem te dava o biberon, quem te mudava a fralda, quem te dava o banho...
- E o pai também dava o biberon?
- O pai também dava. E gostava muito de te pegar e de te ter ao colo."
quinta-feira, 9 de abril de 2015
"A Náusea"
"Talvez não preze nada no mundo como o sentimento de aventura. Mas ele vem quando quer; e abandona-me tão depressa! E fico tão seco quando se vai embora. Far-me-á ele estas visitas irónicas para me mostrar que falhei na vida?"
sexta-feira, 13 de março de 2015
"A Náusea"
"Agora estou sozinho. Não completamente. Há ainda aquela ideia, à minha frente, à espera."
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
"Livro do Desassossego"
"O meu estoicismo é uma necessidade orgânica. Preciso de me couraçar contra a vida."
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
"Cancro e Melancolia"
"As palavras, nos seus efeitos e equilíbrios, são veículos eternos de silêncios e melodias. São tão (des)integradoras que elas próprias podem bloquear ou construir. Quando a sua musicalidade falha, cicatrizam esses absurdos do cancro e da melancolia."
"Livro do Desassossego"
"Felizes dos que sofrem com unidade! Aqueles a quem a angústia altera mas não divide, que crêem, ainda que na descrença, e podem sentar-se ao sol sem pensamento reservado."
"Celephais"
"Quanto mais se afastava do mundo que o rodeava mais maravilhosos se tornavam os seus sonhos, e parecia-lhe fútil sequer tentar passá-los para o papel. Kuranes não era um espírito moderno, nem pensava como os demais escritores. Enquanto estes procuravam despir a vida das fantásticas vestes mitológicas, preferindo mostrar o sujo ignóbil e cru da realidade, Kuranes buscava apenas a beleza da vida. Quando a verdade e a experiência já não tinham força para revelá-la, ele procurava-a na fantasia e na ilusão, conseguindo encontrá-la na soleira da sua própria porta, entre as nebulosas memórias dos contos e sonhos de infância."
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