"Sempre o futuro, sempre! E o presente
Nunca! Que seja esta hora em que se existe
De incerteza e de dor sempre a mais triste,
E só farte o desejo um bem ausente!
Ai! Que importa o futuro, se inclemente
Essa hora, em que a esperança nos consiste,
Chega… é presente… só à dor assiste?...
Assim, qual é a esperança que não mente?
Desventura ou delírio?... O que procuro,
Se me foge, é miragem enganosa,
Se me espera, pior, espectro impuro…
Assim a vida passa vagarosa:
O presente, a aspirar sempre ao futuro:
O futuro, uma sombra mentirosa"
sábado, 10 de outubro de 2009
"A Educação do Estóico"
"Não é no individualismo que reside o nosso mal, mas na qualidade desse individualismo. E essa qualidade é ele ser estático em vez de dinâmico. Damo-nos valor por o que pensamos, em vez de por o que fazemos. Esquecemos que (...) a primeira função da vida é a acção, como o primeiro aspecto das coisas é o movimento."
"A Educação do Estóico"
"Ponho fim a uma vida que me pareceu poder conter todas as grandezas, e não vi conter senão a incapacidade de as querer. Se tive certezas, lembro-me sempre que todos os loucos as tiveram maiores."
"A Educação do Estóico"
"Atingi à saciedade do nada, à plenitude de cousa nenhuma. O que me levará ao suicídio é um impulso como o que leva a deitar a cedo. Tenho um sono íntimo de todas as intenções.
Nada pode já transformar a minha vida. Se... se... Sim, mas se é sempre uma cousa que não aconteceu; e se não aconteceu, para que supor o que seria se ela fosse?"
Nada pode já transformar a minha vida. Se... se... Sim, mas se é sempre uma cousa que não aconteceu; e se não aconteceu, para que supor o que seria se ela fosse?"
"Como Vejo o Mundo"
"Os ideais que sempre me iluminaram e me encheram incessantemente de coragem de viver em alegria foram a Bondade, a Beleza e a Verdade. Sem o sentimento de harmonia com aqueles que têm as mesmas convicções, sem a indagação daquilo que é objectivo e eternamente inatingível no campo da arte e da investigação científica, a vida ter-me-ia parecido vazia. Os fins banais do esforço humano: propriedade, êxito exterior e luxo, sempre me pareceram desprezíveis."
domingo, 4 de outubro de 2009
"A Arte de Amar"
"Mas, ao desfraldares as velas, não queiras que a tua amiga se deixe ficar para trás nem te tome a dianteira. Deveis alcançar a meta os dois ao mesmo tempo. O cúmulo da volúpia é quando, vencidos os dois, homem e mulher jazem sem força. Eis o procedimento a ter quando tenhas tempo livre e o medo não te obrigue a apressares o amor."
Subscrever:
Mensagens (Atom)